Matéria: MORTES PREMATURAS     (postado em: 30/6/2015 17:06:00 )

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publicado por: david

REUNIÃO PÚBLICA
TEMA: MORTE
PALESTRA 5 – MORTES PREMATURAS

Texto doutrinário

“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os 
mais infelizes de todos os homens.” Paulo (I Coríntios, 15:19)

PERDA DE PESSOAS AMADAS 

“Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes 
dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e 
conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que 
para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era 
toda a sua alegria.
Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para 
compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais 
divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa? Podeis supor 
que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem 
um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor 
todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e se 
vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o 
último plano.
Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos 
desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do 
tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Freqüentemente, a morte prematura é um grande benefício 
que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções 
que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é 
que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.
É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De 
que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? 
Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte 
dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de 
amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida 
efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, 
do que entre os Espíritos bem-aventurados?” Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863. 
(Allan Kardec, O evangelho segundo o Espiritismo, 92. ed., cap. V, item 21).

DESTINO DAS CRIANÇAS DEPOIS DA MORTE

“O Espírito de uma criança, morta em tenra idade, é tão avançado como de um adulto?
Algumas vezes muito mais, porque pode ter vivido mais e adquirido maior soma de experiência, 
sobretudo se progrediu.4 EDITORA AUTA DE SOUZA
O Espírito de uma criança pode, assim, ser mais adiantado do que o de seu pai?
Isto é muito freqüente; vós mesmos não vedes isso muitas vezes na Terra?” (Allan Kardec, O 
livro dos espíritos, 158. ed., perg. 197).
“Pertence a uma categoria superior o Espírito de uma criança que morreu em tenra idade, não 
podendo ter feito o mal?
Se não fez o mal, também não fez o bem, e Deus não o isenta das provas que deve suportar. Se 
é puro não é porque é criança, mas porque progrediu muito.” (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 158. 
ed., perg. 198).
“Por que a vida, freqüentemente, é interrompida na infância?
A duração da vida de uma criança pode ser, para o Espírito que está nela encarnado, o 
complemento de uma existência interrompida antes do seu tempo marcado, e sua morte, no mais das 
vezes, é uma prova ou uma expiação para os pais.
Que sucede ao Espírito de uma criança que morreu em tenra idade?
Recomeça uma nova existência.
Se o homem tivesse uma só existência, e se depois dessa existência sua sorte futura fosse 
fixada para a eternidade, qual seria o mérito da metade da espécie humana que morre em tenra 
idade para desfrutar sem esforços, da felicidade eterna, e por qual direito ficaria isenta das condições, 
freqüentemente, tão duras, impostas à outra metade? Uma tal ordem de coisas não estaria de acordo 
com a justiça de Deus. Pela reencarnação, a igualdade é para todos; o futuro pertence a todos sem 
exceção e sem favor para ninguém; os que chegam por último não podem culpar senão a si mesmos. 
O homem deve ter o mérito dos seus atos, como tem a responsabilidade.” (Allan Kardec, O livro dos 
espíritos, 158. ed., perg. 199-199a).


O ESPÍRITA ANTE O DESENCARNE PREMATURO

“As mortes prematuras são verdadeiras tragédias para quantos se não abeberaram, ainda, nos 
regatos de luz e consolação da Doutrina dos Espíritos.
O corpo inerte de uma criança, ou de um jovem na plenitude da resistência, da vitalidade física, 
encarnando todo um mundo de esperanças e alegrias para a família, arranca compreensíveis lágrimas 
e expressões de inconsciente revolta contra tudo e contra todos, às vezes até contra a Suprema 
Bondade.
[...] Allan Kardec recolheu, dos Espíritos, a afirmativa de que as mortes prematuras, também não 
raro, constituem “provação ou expiação para os pais. 
[...] O conhecimento do Espiritismo e o esforço de sua aplicação na vida prática funcionam à 
maneira de refrigério para os que se lhe agregaram às hostes de luz e entendimento, para a renovação 
no trabalho. 
Nos escaninhos de uma desencarnação prematura, acende-se, ou deveria acender-se, sempre, 
a chama das grandes e fundamentais transformações espirituais para os pais daqueles que partem na 
primavera da existência física, caracterizando-se, esse decesso, por abençoada pedra de toque para 
que a criatura desperte na direção de objetivos mais altos. 
Seres que nunca se haviam interessado pelo lado superior da vida acordam, ao impacto da dor 
e da saudade, iniciando a aquisição de valores morais e espirituais. [...].
[...] Quando Allan Kardec perguntou aos Espíritos ‘que utilidade encontrará um Espírito na sua 
encarnação em um corpo que morre poucos dias depois de nascido’, responderam eles: ‘O ser não tem 
consciência plena da sua existência. Assim, a importância da morte é quase nenhuma. Conforme já 
dissemos, o que há nesses casos de morte prematura é uma prova para os pais.’
Esse gênero de morte, especialmente na fase da gestação, com o reencarnante enclausurado, 
ainda, no seio daquela que lhe seria mãe carinhosa, pode ser debitado, algumas vezes, a outras causas, 
tal como emissões mentais desequilibradas, que atingem, fatalmente, o organismo em formação.
[...] Ante aqueles que demandam a Vida na Espiritualidade, o comportamento do espírita é algo 
diferente, ou, pelo menos, deve ser diferente, variando, contudo, de pessoa a pessoa, com prevalência, 
evidentemente, de fatores ligados à fé e à emotividade.
Chora, discreto, mas se fortalece na oração.
Na certeza da Imortalidade Gloriosa, reprime o pranto que desliza na fisionomia sofrida, porém 
busca na Esperança, uma das virtudes evangélicas, o bálsamo para a saudade justa.
Jamais se confia ao desespero.
Não cede aos apelos da revolta, porque revolta é insubordinação ante a Vontade do Pai, que o 
espírita aprende a aceitar, paradoxal e estranhamente jubiloso, por dentro, vergado embora ao peso das 
mais agudas aflições.
A submissão aos desígnios superiores significa desejo de integração com o Senhor da Vida, 
entre nós, encarnados e desencarnados, representado pelas leis que sustentam a própria Vida Universal 
- leis morais e leis físicas.” (Martins Peralva, O pensamento de Emmanuel, 2. ed., p.74)

DIANTE DA PERDA DE UM FILHO

“Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um 
de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa 
dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, 
porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabeis 
que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos 
envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, 
mas também vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma 
revolta contra a vontade de Deus.
Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses 
entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas 
que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano 
Senhor prometeu.” - Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. 1863. (Allan Kardec, O 
evangelho segundo o Espiritismo, 92. ed., cap. V, item 21).

PORQUE MORREM AS FLORES

“Não há lugar para o acaso na existência humana. Deus não é um jogador de dados a distribuir 
alegria e tristeza, felicidade e infelicidade, saúde e enfermidade, vida e morte, aleatoriamente. Existem 
leis instituídas pelo Criador que disciplinam a evolução de Suas criaturas, oferecendo-Ihes experiências 
compatíveis com suas necessidades.
Uma delas é a Reencarnação, a determinar que vivamos múltiplas existências na carne, quais 
alunos internados num educandário, periodicamente, para aprendizado específico.
O conhecimento reencarnatório nos permite desvendar os intrincados problemas do Destino. 
Deus sabe o que faz quando alguém retorna à Espiritualidade em plena floração infantil.
Há suicidas que reencarnam para jornada breve. Sua frustração, após longos e trabalhosos 
preparativos para o mergulho na carne, os ajudará a valorizar a existência humana e a superar a 
tendência de fugir de seus problemas com o auto-aniquilamento.
Ao mesmo tempo, o contato com a matéria representará um benéfico tratamento para os 
desajustes perispirituais provocados pelo tresloucado gesto. Crianças portadoras de graves problemas 
congênitos, que culminam com a desencarnação, enquadram-se perfeitamente nessa condição.
Poderão, se oportuno, reencarnar novamente na mesma família, passado algum tempo, em 
melhores condições de saúde e com mais ampla disposição para enfrentar as provações da Terra. Não 
raro, o filho que nasce após a morte de um irmão revela idêntico padrão de comportamento, com as 
mesmas reações e tendências.
“É igualzinho ao irmão que faleceu!” comentam os familiares.
Igualzinho, não! É ele próprio de retorno para novo aprendizado...
Há, também, Espíritos evoluídos que reencarnam com o propósito de despertar impulsos de 
espiritualidade em velhos afeiçoados, seus pais e irmãos, ajudando-os a superar o imediatismo da vida 
terrestre.
Situam-se por crianças adoráveis, em face de sua posição evolutiva, extremamente simpáticas, 
inteligentes e amorosas. Os pais consagram-lhes extremado afeto, elegendo-as como principal motivação 
existencial. Sua desencarnação deixa-os perplexos, traumatizados.
Todavia, na medida em que emergem da lassidão e do desespero, experimentam abençoado 
desencanto das futilidades humanas e sentem o despertar de insuspeitada vocação para a religiosidade, 
no que são estimulados pelos próprios filhos que, invisíveis ao seu olhar, falam-lhes na intimidade do 
coração, na sintonia da saudade.
Os que se debruçam sobre o esquife de uma criança muito amada compreenderão um dia que a 
separação de hoje faz parte de um programa de maturação espiritual que lhes ensejará uma união mais
íntima, uma felicidade mais ampla e duradoura no glorioso reencontro que inelutavelmente ocorrerá.” 
(Richard Simonetti, Quem tem medo da morte?, 4. ed., p. 60).


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* Allan Kardec, foi o codificador do espiritismo, porem o espiritismo é obra do mestre Jesus, ditado por diversos espiritos de superior hierarquia.
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